"Andava, como diziam pitorescamente em Pernambuco, engomando..."
Não se amue não, morena, que o dia raia na raia do mar que balança porque o vento cantou no teu cabelo preto batendo no pé do pescoço. Diz adeus não, manda só um até logo que tu volta, eu sei. Sei porque tu vem buscar teu coração que largou no canto da praia onde canta o vento que balança o mar quando o dia raia.
Cálice inferior, não aderente ao ovário, dividido superiormente em quatro, cinco ou oito lobos imbricados, persistentes; algumas vezes acompanhado de escamas exteriores; corola hipogínica, gamopétala regular, dividida em tantos lobos quantos tem o cálice.
Estames de filamentos desiguais, inclusos no tubo da corola, umas vezes em número duplo dos lobos férteis; outras vezes em número igual e opostos aos lobos, porém separados por linguetas alternas que representam outros tantos filetes de estames estéreis.
As sementes são cobertas de um tegumento quase ósseo, excepto no hilo ou umbigo que inferior ou lateral; às vezes muito grandes.
O perisperma é carnoso ou oleoso, algumas vezes nulo. As sapotáceas são árvores ou arbustos de suco lácteo, cujas folhas são alternas, inteiras, coriáceas, peninervadas, curtamente pecioladas, privadas de estípulas.
Existem e são cultivadas muitas delas nos países intertropicais, quer pela madeira, em geral muito dura, quer pelos frutos suculentos, que são muito estimados, ou pelas sementes oleosas, ou pelo suco lácteo, que fornece uma espécie de borracha.
(In) cômoda frase num (pre) texto distorcido (Ce) do la (dos) meus aos anos Mastigando gotas salga (das) as feridas Dos cortes (pro) fundos (am) antes que o sol nasça.
E m a r a n h a r e distorcer a lente na cegueira luminosa dos cabelos desgrenhados reunidos b a n a l m e n t e num abandono despropositado e meticuloso do abafado som de véu turvo na torpe finalização do desvendar e v e n d e r o mar sonoro rançoso agitado tenebroso engatilhado que trespassa o peito a r f a n t e e bagunçado como palavras que pingam.
Monumental e pétrea brilha estela Com sua cauda avermelhada a balançar ao vento Gélida encarnada de olhos ônix sol e lua Face sul de concha fumegante Face norte guiada por madrepérola de sonhos Mandala oeste girando bailarina Leste Rá iluminando lábios entreabertos Cantando corpo brilhante de orvalho Janela envidraçada de embaraço entrelaçado em pernas Curvas cruzando-se em encordoamento intelectual Banhando de mares azuis inalcançáveis os cabelos negros e longos Em ondas castanholas ressoando horizontais Marchando arco-íris lunar embaçado respirar Tão inconstante em contato com o instante Notre grand amour est mort na esquife Beijado por Eros em sua psiqué Na coluna enegrecida sobre verdejantes campinas imaculadas por ti Em mim.
"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada" Caio Fernando Abreu.
Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar
Tempo a gente dá
Quanto a gente tem
Custa o que correr
Corre o que custar
O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar foi o que ganhei
E ando ainda atrás desse tempo ter
Pude não correr pra ele me encontrar
Não se mexer
Beija-flor no ar
O rio fica lá, a água é que correu
Chega na maré, ele vira mar
Como se morrer fosse desaguar
Derramar no céu, se purificar
Deixar pra trás sais e minerais
Evaporar.