sábado, 30 de julho de 2011
☼
Sábado de chuvinha... Vontade de sair abraçando as pessoas pela rua e levá-las para casa para uma conversa e umas risadas quentinhas...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Blackout!
Trou de mémoire!
Verdunkelung!
Apagón!
Apesar da aparência de "Era do Caos" adoro ficar na janela, quando não tem luz e olhar as pessoas e os carros pela rua. A vela acesa e a sensação de calorzinho. Meu gato parece ter medo do escuro. Isso significa que ele passa o tempo todo no meu colo. O apartamento ainda é algo estranho para ele. E a ponta acesa do cigarro faz com que ele, a todo momento, tente pegar o que em sua mente aparenta um bichinho brilhante e quente. Boa noite, cidade maluca! Boa noite, noite!
Long Time - Cake
Trou de mémoire!
Verdunkelung!
Apagón!
Apesar da aparência de "Era do Caos" adoro ficar na janela, quando não tem luz e olhar as pessoas e os carros pela rua. A vela acesa e a sensação de calorzinho. Meu gato parece ter medo do escuro. Isso significa que ele passa o tempo todo no meu colo. O apartamento ainda é algo estranho para ele. E a ponta acesa do cigarro faz com que ele, a todo momento, tente pegar o que em sua mente aparenta um bichinho brilhante e quente. Boa noite, cidade maluca! Boa noite, noite!
Long Time - Cake
Não disse? Depois do vinho vem a Filosofia... Mas a sexta está chegando! Viva a Augusta!
Para André - o "judeu-bastardo-pianista-primeiroanista" em filosofia na USP! E para o Rafael, cara do blog que eu leio e pareço psicopata, comentando segundos após ele postar (é porque eu vi nas atualizações... estava com meu blog aberto, só isso...)
Filosofia, de Noel Rosa na voz e violão de Paulinho da Viola.
E pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto... ♪♫
Beba un tequila con Frida
"Eu pinto auto-retratos porque sou a pessoa que eu conheço melhor." - Frida Kahlo
O Hospital Henry Ford, ou Cama Voadora, (1932).Frida Kahlo (1907-1954). Óleo sobre metal 77,5 x 96,5. Coleção Fundaçao Dolores Olmedo (México).
Detalhe do Quadro: FRIDA KAHLO - DIEGO EM MI PENSAMIENTO – 1943
Moses (Nucleus of Creation) 1945
Moses (Nucleus of Creation) 1945
"O marxismo trará saúde aos enfermos" - 1954
O quadro "De Broken Column", de Frida Kahlo (1944) representa a dor feminina, no caso das mulheres que amam demais, essa dor é emocional
Caio Fernando Abreu
Ah, esses aplicativos de redes sociais... me lembram aqueles livrinhos de capa azul, onde qualquer pessoa com uma incerteza sobre sua auto-estima pode obter respostas sobre sua vida. É simples: feche os olhos, pense naquela aflição e abra em uma página aleatória. Qualquer coisa se parecerá muito com a resposta correta. No meu caso, não era um livrinho. Eram pensamentos de Caio Fernando Abreu. E o que me veio foi esse enorme e, de nota de rodapé, seu complemento. Por incrível que pareça, ambos calharam.
“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
"Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é."
“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
"Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é."
28 de julho, dia da Lingerie!
A história da lingerie começa por volta do segundo milênio antes de Cristo. Em Creta, as mulheres usavam um corpete simples que sustentava a base do busto, projetando os seios
nus. Essa "moda" era inspirada na Deusa com Serpentes, ideal feminino da época.
Na Idade Média, surgiram os ancestrais do corselete. Um deles era a cota, uma túnica com cordões. O outro era conhecido como bliaud, uma espécie de corpete amarrado atrás ou nas laterais, que apertava o busto como uma couraça e era costurado à uma saia plissada. O sorquerie era uma cota muito justa também conhecida como guarda-corpo ou corpete. E havia ainda o surcot, um colete enfiado por cima do vestido e amarrado.
nus. Essa "moda" era inspirada na Deusa com Serpentes, ideal feminino da época.
Na Idade Média, surgiram os ancestrais do corselete. Um deles era a cota, uma túnica com cordões. O outro era conhecido como bliaud, uma espécie de corpete amarrado atrás ou nas laterais, que apertava o busto como uma couraça e era costurado à uma saia plissada. O sorquerie era uma cota muito justa também conhecida como guarda-corpo ou corpete. E havia ainda o surcot, um colete enfiado por cima do vestido e amarrado.
Só no final da Idade Média, em torno do século XV, durante o ducado da Borgonha, é que as mulheres nobres passaram a usar um largo cinto sob o busto que, além de sustentar os seios, faziam com que eles parecessem mais volumosos.
Durante o Renascimento, a vestimenta feminina ficou mais rígida. Foi aí que surgiu o corps psiqué, um corpete que apertava o ventre, afinando a cintura e dando formato de cone aos seios. Esses corpetes possuíam hastes de madeira e até mesmo metal que, em alguns casos, chegava a pesar até um quilo. Eram entalhados com símbolos, pois após um lauto jantar, poderiam ser retirados e exibidos em sociedade. Foram peças íntimas muito criticadas por médicos esclarecidos, pois apertavam órgãos internos causando entrelaçamento de costelas e até mesmo a morte.
Somente no século XVIII é que as mulheres começam a respirar, literalmente, um pouco mais aliviadas. É que as hastes de madeira e metal foram substituídas pelas barbatanas de baleia. Os decotes aumentaram e os corseletes passaram a ser confeccionados para comprimir a base do busto, deixando os seios em evidência. Também foi nesta época que os corseletes ganharam sofisticação. Eram bem trabalhados com bordados, laços e tecidos adamascados. E, a partir de 1770, junto com as idéias iluministas que culminaram com a Revolução francesa, houve uma espécie de cruzada anti-espartilho. Médicos, escritores e filósofos, por exemplo, militavam contra os corseletes.
Em 1832, o suíço Jean Werly abriu a primeira fábrica de espartilhos sem costuras. E, em 1840, foi lançado um modelo com um sistema de cordões elásticos. Isso permitia que a mulher pudesse, ela mesma, vestir e tirar a peça sozinha. Além do corselete, as roupas íntimas eram compostas por calças que chegavam até os joelhos, cheias de babadinhos.
A partir de 1900, o espartilho começou a se tornar mais flexível. Os balés russos de Serge de Diaghliev faziam muito sucesso em Paris. E seus trajes neo-orientais inspiraram costureiros como Paul-Poiret e Madeleine Vionnet que inventaram roupas que formavam uma silhueta mais natural. Em 1904, a palavra soutien-gorge (sutiã) entrou no dicionário francês. E em 1913, Mary Phelps Jacob inventou o sutiã, vendendo a patente para a Warner Company. No ano seguinte, 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, a mulher teve de trabalhar nas fábricas. Isso fez com ela precisasse de uma nova lingerie que lhe permitisse movimentação. Por isso, o espartilho foi substituído pela cinta.
Nos anos 20, as roupas íntimas eram formadas por um conjunto de cintas, saiotes, calcinhas, combinações e espartilhos mais flexíveis. E a lingerie passou a ter outras cores, além do tradicional branco.
Em 1930, a Dunlop Company inventou um fio elástico muito fino, o látex. A roupa de baixo passou a ser fabricada em modelagens que respeitavam ainda mais a diversidade dos corpos femininos. E ,a partir de 1938, a Du Pont de Nemours anunciou a descoberta do náilon. E as lingeries coloridas, finalmente, tornam-se bem populares. Mas em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o náilon saiu do setor de lingerie e foi para as fábricas de pára-quedas.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, o New Look do costureiro Dior, lançado em 1947, propunha a volta da elegância e dos volumes perdidos durante o período da guerra. Para acompanhar a nova silhueta proposta pelo costureiro, a lingerie precisava deixar o busto bem delineado e a cintura marcadíssima. Surgiram os sutiãs que deixavam os seios empinados e as cintas que escondiam a barriga e modelavam a cinturinha.
No final dos anos 50 e início dos 60, os fabricantes começaram a se interessar pelas consumidoras mais jovens. A Lycra foi lançada com sucesso, pois permitia os movimentos. A lingerie passou a ter diversos tipos de modelagens, embora, na maioria, ainda mantivesse os sutiãs estruturados.
No final dos anos 50 e início dos 60, os fabricantes começaram a se interessar pelas consumidoras mais jovens. A Lycra foi lançada com sucesso, pois permitia os movimentos. A lingerie passou a ter diversos tipos de modelagens, embora, na maioria, ainda mantivesse os sutiãs estruturados.
No final dos anos 70 e início dos 80, a inspiração romântica tomou conta da moda. Cinta-liga, meias 7/8 e corseletes, sem a antiga modelagem claustofóbica, voltaram à moda. Rendas, laços e tecidos delicados enfeitavam calcinhas e sutiãs.
Dos anos 90 até os dias de hoje, a ligerie, assim como a moda, não segue apenas um único estilo. Modelagens retrô, como os caleçons, convivem com as calcinhas estilo cueca. Os sutiãs desestruturados dividem as mesmas prateleiras com os modelos de bojo. Tecidos naturais, como o algodão, são vendidos nas mesmas lojas de departamento que os modelos com tecidos tecnológicos.
Lingeries serviram para mais do que modelagem corporal ou exibição do corpo. Serviram como símbolo de luta ( o Bra-Burning ou Queima dos Sutiãs, em 1968), não ocorreu de fato mas representou a vontade feminina da época.
Curiosamente, as mulheres passaram por transformações de liberdade corporal, opressão corporal, nova liberdade e hoje buscam novas formas. Algumas de maior liberdade, outras de modificações físicas como silicone, botox, entre outras coisas.
Particularmente digo: é... a diversidade está aí.
E, apesar de gostar de todo o conforto possível, de vez em quando, por uma boa causa, gosto de ficar "sem respirar". E, como diz uma amiga :fikadika.
Fontes: Livro Evolução da Indumentária - Mary Louise Nery
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Sorrow ... ♪♫
Eita, noite sem perspectivas! Bora tomar umas. Bom ver que quem fez o vídeo sente essa música de forma mais psicodélica do que eu...
Cocteau Twins - Evangeline.
Cocteau Twins - Evangeline.
Aos incautos
Ele mastigava a flor. Pétala por pétala. Abaixado atrás de uma moita florida. Gostaria de saber se o que mastigava era uma rosa, uma papoula, um lírio...
Sabia que mastigava e que o sabor era diferente. Não bom. Menos ainda ruim. Apenas diferente.
Experimentou pétala por pétala até que restou apenas o centro e o caule. Verde. Como aqueles olhos que pairavam em sua memória. Verdes como a colina que se estica até o horizonte onde seus olhos castanhos, mel quando bate o sol, podem enxergar.
Verdes como a água do oceano fica quando o mesmo torna-se profundo.
Verdes como sabonete.
Puxou mais uma flor do centro da moita e sentiu o perfume. Pétala por pétala. Cheirou e cheirou. Abraçou a moita como se também por ela pudesse ser abraçado. Sentou-se em um pedaço de terra que manchou sua roupa. Esticou as mãos para trás e sentiu grama por entre os dedos. Mastigou mais uma pétala com um pouco de terra e esperou pelo fim do verão.
Manifestação dos artistas na FUNARTE
Artistas de teatro estão reunidos na sede da Funarte em São Paulo, em manifestação por melhores condições de trabalho e políticas culturais dignas aos profissionais da cultura. Cerca de 300 artistas do movimento do “Movimento de Trabalhadores da Cultura”, articulados pela Cooperativa Paulista de Teatro, reúne artistas de dança, música e circo, começaram uma vigília na sede do órgão federal desde a noite do dia 25 de julho.
Será que teremos sempre que fazer uma manifestação por tudo? Poderia ser mais fácil...
A invasão é simbólica, aponta um dos manifestantes, pois não houve resistência da Funarte. Curiosamente, o movimento ocorre uma semana após o lançamento de novos editais pela Funarte. Na última terça, a entidade anunciou o investimento inédito de R$ 100 milhões em programas de incentivo às artes. Só o edital Myriam Muniz – destinado à produção de espetáculos teatrais – teve seu orçamento aumentado de R$ 7 milhões para R$ 10 milhões. Nas áreas de dança e circo, os prêmios alcançam R$ 4,5 milhões, cada um.
“Mas isso não resolve a situação”, aponta Ney Piacentini, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro e um dos organizadores do movimento. Para ele, a liberação recente das verbas não é mais do que uma resposta à pressão que artistas vinham exercendo sobre a entidade. “Metade dessa verba é para pagar editais do ano passado. É como se fosse um “cala boca”. A gente grita e eles liberam o dinheiro. Queremos acabar com isso”, diz Piacentini. “Vamos ir para rua porque chegou a hora dos trabalhadores da cultura perderem a paciência. Esse é o nosso lema.”
Em um manifesto, que circula pela internet e pode ser lido no site Cultura Já!, os signatários pedem a revisão do corte no orçamento do MinC – que teria passado de R$ 2,2 bi para R$ 800 milhões. “É um momento de prosperidade econômica. Não há razão para se fazer um corte tão grande”, comenta Piacentini.
O aumento da verba do MinC para 2% do orçamento geral da união, assim como a instituição de outros modelos de política para as artes cênicas também estão entre as reivindicações. “Defendemos políticas de longo prazo, políticas estruturantes que reflitam o acúmulo de dez anos de reflexão que temos sobre o assunto”, aponta o presidente da Cooperativa Paulista de Teatro.
Antônio Grassi, presidente da Funarte, diz apoiar qualquer mobilização pela ampliação de recursos para a cultura, mas faz ressalvas ao movimento. “É saudável que os produtores culturais queiram mais recursos para a área”, diz. “Mas o local para se discutir isso – tanto o aumento do orçamento quanto a aprovação de outros projetos que eles reivindicam – é o Congresso Nacional e não a Funarte.”
Entre os temas levantados pelos manifestantes está a criação de programas como o Prêmio de Teatro Brasileiro. A proposta tramita atualmente no Congresso, dentro do escopo do ProCultura, projeto de lei 6.722 que institui um programa nacional de fomento e incentivo à cultura.
“O Prêmio de Teatro Brasileiro tem o nosso apoio, mas precisa ser primeiro aprovado no Congresso. Não existe nenhuma referência a algum programa que não estamos fazendo. Lançamos os editais dos quais eles estavam se queixando”, comenta Grassi.
Para manter a pressão sobre o governo, os artistas já anunciaram a data de uma nova mobilização: dia 2 de agosto, às 10h.
Mambembão – Além dos editais para as áreas de teatro, dança, circo, música e artes visuais, a Funarte também divulgou a intenção de retomar o Mambembão, um extinto projeto de circulação de espetáculos, que teve grande repercussão nos anos 1980. Em linhas gerais, o programa funcionava trazendo para os grandes centros do Sudeste espetáculos produzidos fora do eixo Rio-São Paulo.
De acordo com Grassi, o Mambembão já voltaria à ativa no início do próximo ano, com um orçamento de cerca de R$ 2 milhões por ano. A ideia é manter a proposta em moldes semelhantes ao projeto original. Dessa forma, produções das regiões Sul, Norte, Nordeste e Centro-oeste seriam selecionadas para se apresentar nos espaços da Funarte nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. “E, além disso, pretendemos ampliar o prêmio Myriam Muniz de circulação, para fazer com que espetáculos circulem dentro de suas regiões.”
Segundo Grassi, uma prévia do Mambembão poderá ser vista ainda neste ano. Recentemente restaurado, o antigo teatro Dulcina, no Rio de Janeiro, deve ser reaberto no próximo dia 2 com uma programação especial. Na agenda, não estão apenas atrações dos grandes centros, mas também apresentações do grupo Ponto de Partida, de Barbacena, Minas Gerais.
Fontes: Cooperativa Paulista de Teatro e Jornal Estado de S. Paulo.
Lá vai
Bom, como hoje é um dia em que resolvi postar por fazer um certo tempo que não escrevo e também porque sei que não terei mais tanto tempo para escrever, vou aproveitar e encher esse lugar aqui de banalidade e relevância. Quase tudo o que se passar pela minha cabeça corre o risco de aparecer aqui. Começo com minha música matinal de hoje:
Battez Vous - Brigitte
Battez Vous - Brigitte
Areia
Gary Greenberg, um cientista americano - que por mim, poderia também ser chamado de artista - ampliou grãos de areia em mais de 250 vezes.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Poema para aquele que já disse "olá" para a paixão...
Dizem que a paixão o conheceu
Al Berto
Dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice
Conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo
Dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nenhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos
Al Berto
Dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice
Conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo
Dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nenhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos
Redação: minhas férias.
Tudo se resume ao desaparecimento.
Quando as férias chegam, o que se quer é descansar.
Mas descansar de quê? De uma rotina?
Não... pois mesmo no descanso uma nova rotina se estabelecerá.
Descansar de si mesmo?
Talvez. É preciso assumir uma nova identidade, mais tranquila, despreocupada, livre e solta do que a dos dias normais de caos e correria.
Por isso desapareço.
Desapareço da vida social, dos amigos normais que também desapareceram com a chegada das férias, do trabalho, de mim mesma.
Esqueço as palavras complicadas e a escrita rebuscada. Calço chinelos e uso vestido. Tudo para me largar em uma rede e ver um fim de tarde.
Tenho medo das férias.
Medo de não querer voltar delas. De me entregar ao ócio e me perder nele. Mas tenho mais medo ainda de perceber quantas férias já tive na vida e que isso é pouco comparado ao tempo em que estive ocupada, mas é muito, comparado à forma como o tempo tem passado velozmente para mim.
Tenho medo de que esteja se aproximando o dia em que entrarei em férias eternas...
Quando as férias chegam, o que se quer é descansar.
Mas descansar de quê? De uma rotina?
Não... pois mesmo no descanso uma nova rotina se estabelecerá.
Descansar de si mesmo?
Talvez. É preciso assumir uma nova identidade, mais tranquila, despreocupada, livre e solta do que a dos dias normais de caos e correria.
Por isso desapareço.
Desapareço da vida social, dos amigos normais que também desapareceram com a chegada das férias, do trabalho, de mim mesma.
Esqueço as palavras complicadas e a escrita rebuscada. Calço chinelos e uso vestido. Tudo para me largar em uma rede e ver um fim de tarde.
Tenho medo das férias.
Medo de não querer voltar delas. De me entregar ao ócio e me perder nele. Mas tenho mais medo ainda de perceber quantas férias já tive na vida e que isso é pouco comparado ao tempo em que estive ocupada, mas é muito, comparado à forma como o tempo tem passado velozmente para mim.
Tenho medo de que esteja se aproximando o dia em que entrarei em férias eternas...
terça-feira, 12 de julho de 2011
Dor de cabeça
Queria que essa dor de cabeça fosse embora.
Não me deixa pensar. Nem levantar da cama consigo.
Um dia desses ainda acabo enlouquecendo.
Humpf! Desde quando dor faz enlouquecer???
...
Desde sempre, eu acho.
Sou um pouco louca de tantas dores que tenho por aí.
Principalmente as dores morais...
Ai! Pensar aumenta ligeiramente a dor... melhor clicar em "publicar postagem".
Não me deixa pensar. Nem levantar da cama consigo.
Um dia desses ainda acabo enlouquecendo.
Humpf! Desde quando dor faz enlouquecer???
...
Desde sempre, eu acho.
Sou um pouco louca de tantas dores que tenho por aí.
Principalmente as dores morais...
Ai! Pensar aumenta ligeiramente a dor... melhor clicar em "publicar postagem".
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