Para e olha pra mim - Mallu Magalhães
Pra quem acordou querendo um abraço...
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A Ana
Voltando um pouco tarde dos lugares por onde ando sempre acabo encontrando velhos amigos.
Encontrei a Ana.
A Ana tem cabelo marrom que já foi comprido, com dreads, cacheado e agora é curto e ondulado.
Ela usa um suéter amarelo quadriculado e uma calça soltinha.
E sempre me convence a tomar uma cerveja.
A Ana me distrai e perdemos a hora, por isso tenho que levá-la para minha casa.
Os cabelos dela balançam enquanto estamos no elevador, já meio altas e nos inclinamos para rir das bobagens que falamos.
A Ana conhece o caminho. Sempre liga o rádio e coloca "Stand by me" do Oasis. Diz que já enjoou do Lennon com seu stand by me molenga...
A Ana nunca perdeu a mania de abrir minha geladeira e tirar de lá as minhas bebidas e me servir.
A Ana fica na ponta dos pés para pegar os copos.
A Ana diz que gosta quando sorrio por cima da borda do copo lilás...
A Ana sabe onde estão os grampos que prendem meu cabelo, assim como sei que ela detesta tirar o suéter antes de tirar os brincos.
A Ana também sabe onde fica o zíper de cada vestido que uso e que acho divertido ver a perna dela com marcas de batom.
A Ana joga a cabeça para trás toda vez que eu saio de seu campo de visão.
A Ana é friorenta e precisa de abraços.
A Ana odeia acordar cedo e sempre me joga primeiro debaixo do chuveiro.
A Ana não me deixa em paz nem pela manhã.
A Ana canta "Stand by me" do Lennon pela manhã pra esquecer que cantou do Oasis pela noite.
A Ana veste minhas calças e meu suéter para ir trabalhar.
A Ana escolhe o vestido que vou usar.
A Ana me pede para acompanhá-la até a porta e não me solta mais.
A Ana me diz : "Antes de abrir a porta do coração novamente,
melhor limpar a bagunça que ficou da última vez.", da Clarice Lispector.
A Ana desce de escada e me dá tchau da calçada.
A Ana me telefona no meio do dia só para me perguntar quando vou sair de noite por aí.
A Ana tem cabelos marrons que se confundem com os meus pretos ainda que não estejamos tocando as cabeças.
Encontrei a Ana.
A Ana tem cabelo marrom que já foi comprido, com dreads, cacheado e agora é curto e ondulado.
Ela usa um suéter amarelo quadriculado e uma calça soltinha.
E sempre me convence a tomar uma cerveja.
A Ana me distrai e perdemos a hora, por isso tenho que levá-la para minha casa.
Os cabelos dela balançam enquanto estamos no elevador, já meio altas e nos inclinamos para rir das bobagens que falamos.
A Ana conhece o caminho. Sempre liga o rádio e coloca "Stand by me" do Oasis. Diz que já enjoou do Lennon com seu stand by me molenga...
A Ana nunca perdeu a mania de abrir minha geladeira e tirar de lá as minhas bebidas e me servir.
A Ana fica na ponta dos pés para pegar os copos.
A Ana diz que gosta quando sorrio por cima da borda do copo lilás...
A Ana sabe onde estão os grampos que prendem meu cabelo, assim como sei que ela detesta tirar o suéter antes de tirar os brincos.
A Ana também sabe onde fica o zíper de cada vestido que uso e que acho divertido ver a perna dela com marcas de batom.
A Ana joga a cabeça para trás toda vez que eu saio de seu campo de visão.
A Ana é friorenta e precisa de abraços.
A Ana odeia acordar cedo e sempre me joga primeiro debaixo do chuveiro.
A Ana não me deixa em paz nem pela manhã.
A Ana canta "Stand by me" do Lennon pela manhã pra esquecer que cantou do Oasis pela noite.
A Ana veste minhas calças e meu suéter para ir trabalhar.
A Ana escolhe o vestido que vou usar.
A Ana me pede para acompanhá-la até a porta e não me solta mais.
A Ana me diz : "Antes de abrir a porta do coração novamente,
melhor limpar a bagunça que ficou da última vez.", da Clarice Lispector.
A Ana desce de escada e me dá tchau da calçada.
A Ana me telefona no meio do dia só para me perguntar quando vou sair de noite por aí.
A Ana tem cabelos marrons que se confundem com os meus pretos ainda que não estejamos tocando as cabeças.
We could have had it all...................♪♫
Música para ignorar a letra, tirar a roupa, fazer carão, cantar e viajar na hora do banho.
Adele - Rolling in the deep
Adele - Rolling in the deep
Une fleur est une fleur est une fleur...
Uma Rosa é menos Rosa se chamada de Camélia?
Eu respiro tentando
Encher os pulmões de vida
Mas ainda é dificil
Deixar qualquer luz entrar...
Ainda sinto por dentro
Toda dor dessa ferida
Mas o pior é pensar
Que isso um dia
Vai cicatrizar...
Eu queria manter
Cada corte em carne viva
A minha dor
Em eterna exposição
E sair nos jornais
E na televisão
Só pra te enlouquecer
Até você me pedir perdão...
Eu já ouvi 50 receitas
Pra te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Pra onde correr...
O que me da raiva
Não é que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil
De falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi
Aprisionado em sua teia...
O que me da raiva
São as flores
E os dias de sol
São os seus beijos
E o que eu tinha
Sonhado pra nós...
São seus olhos e mãos
E seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?...
Eu já ouvi 50 receitas
Pra te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Pra onde correr...
50 receitas- Leoni. (preciso parar com essa bobagem de música triste, não é mesmo?)
Eu respiro tentando
Encher os pulmões de vida
Mas ainda é dificil
Deixar qualquer luz entrar...
Ainda sinto por dentro
Toda dor dessa ferida
Mas o pior é pensar
Que isso um dia
Vai cicatrizar...
Eu queria manter
Cada corte em carne viva
A minha dor
Em eterna exposição
E sair nos jornais
E na televisão
Só pra te enlouquecer
Até você me pedir perdão...
Eu já ouvi 50 receitas
Pra te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Pra onde correr...
O que me da raiva
Não é que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil
De falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi
Aprisionado em sua teia...
O que me da raiva
São as flores
E os dias de sol
São os seus beijos
E o que eu tinha
Sonhado pra nós...
São seus olhos e mãos
E seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?...
Eu já ouvi 50 receitas
Pra te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Pra onde correr...
50 receitas- Leoni. (preciso parar com essa bobagem de música triste, não é mesmo?)
domingo, 28 de agosto de 2011
Sem cimento nos cílios o que se vê é o Paraíso
"Me espere, estou chegando com fome/ Preparando o campo e a alma pra as flores/ E quando ouvir alguém falar no meu nome/ Eu te juro que pode acreditar nos rumores." Leoni
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
...
É bem assim que acontece: do nada. No de repente.
Não é dor. É peso.
É uma coisa que aperta, esmaga e sufoca. Faz como se fosse uma grande carga, um fardo realmente pesado bem em cima das costas, nos ombros, que empurra a barriga para dentro, o peito para baixo e os ombros para frente.
Quase não posso suportar. Me faz querer vedar as janelas e lacrar as portas, mas essa coisa escorre pelos vãos... ai, é tão difícil... não sei nem como denominar... não sei se chamo de culpa, de pesar, não sei, só queria que passasse, que acabasse...
Me prende. Me deixa catatônica. Não posso olhar para os espelhos, nem acender as luzes. Desligo os telefones e me fecho. É como se fosse uma espécie de cortina que está bem na minha frente e ao mesmo tempo, tem um pouco de pano enfiado em minha garganta. O ar não passa. Nem para dentro, nem para fora. Me dá náuseas e sono. Uma vontade de me embolar num cantinho e dormir sem previsão de acordar. Não para sempre. Nada é para sempre. Nem o fim. É uma espécie de desconforto, de incômodo. Vontade de sair gritando. Nem chorar consigo, parece falseado qualquer soluço. Me oprime. Aperta. Meio que me desespera, mas a resposta é a catatonia.
O médico falou para evitar isso, para ver gente... que não queremos uma esquizofrenia a longo prazo, não é mesmo!? Como ele se acha no direito de me perguntar sobre o que eu não entendo? Como me manda ver gente!? A culpa é dessa tal gente que ele tanto quer que eu veja! Por que é que eu tenho que sorrir plastificadamente para pessoas que são tão esquizofrênicas quanto eu? Que também precisam ver gente????????
Por favor! Não posso com isso... nem acredito nesse imbecil que quer me fazer tomar mais remédios do que realmente devo... e ainda me diz que eu estou certa em querer sair dessa "sozinha"...
Na boa, a coisa tá apertando. Não vai rolar segurar tudo isso por muito tempo não... e dessa vez não vai ter ninguém pra perguntar porque tanto silêncio aqui, entrar derrubando as coisas e se fazer de Paladino da Esperança não... Não vai dar tempo... não vai não... essa coisa vai me engolir antes.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Permita-me
Permita-me dizer-te que por vezes sou só;
Permita-me um dia olhar-te e revelar-me;
Permita-me pintar minhas cores por onde quer que passes;
Permita-me confessar-te que por vezes desperto-me e perco o sono;
Permita-me dizer-lhe que há pouco, ou há muito, não sei, minhas mãos são as suas;
Permita-me tocar-me como se fosse a ti;
Permita-me sussurrar-te que é sua a culpa por meus sonhos molhados;
Permita-me sussurrar-te que é sua a culpa por meus sonhos molhados;
Permita-me tomar de volta os beijos que me roubas;
Permita-me confundir minhas pernas com as tuas;
Permita-me ser só em par;
Permita-me contar-lhe minhas banalidades ao pé do ouvido;
Permita-me uma noite perder o controle e me afogar em ti;
Permita-me rir de seus pensamentos;
Permita-me saber como é teu riso;
Permita-me ver-te de minha janela;
Permita-me ver-te em minha janela;
Permita-me ser e estar;
Permita-me cessar essa febre;
Permita-me ofegar em falsete sob teu corpo;
Permita-me dizer boa noite para as luzes;
Permita-me pentear os cabelos que desgrenhastes para que tudo recomece;
Permita-me dizer-te que permito.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
vida, vida...
Ele falou que eu tenho cara de 20 anos bem aproveitados, que discutir Filosofia é o mesmo que pedir remédio na padaria, que música é mais complexo que tabela periódica e mais simples que DNA e que me desculpa se eu pagar uma cerveja!
vida, que vida, viu...
vida, que vida, viu...
Feliz dia do ator/atriz!!!
Para todos que, como eu, seguem esse caminho de forma profissional ou não. Sejamos todos amadores do teatro, pois amador é aquele que ama.
"E levo esta vida há trinta anos! pedindo hoje...
pagando amanhã... tornando a pedir... tornando a pagar... sacando sobre o
futuro... contando com o incerto... com a hipótese do ganho... com as
alternativas da fortuna... sempre de boa-fé, e sempre receoso de que
duvidem de mim, porque sou cômico, e ser cômico, vem condenado de
longe... Mas por que persisto?... por que não fujo à tentação de andar com o
meu mambembe às costas, afrontando o fado?... Perguntem às mariposas
por que se queimam na luz... perguntem aos cães por que não fogem
quando avistam ao longe a carrocinha da prefeitura, mas não perguntem a
um empresário de teatro por que não é outra coisa senão empresário de
teatro... Isto é uma fatalidade a que nos condena o nosso próprio
temperamento. O jogador é infeliz porque joga? O fraco bebedor, por que
bebe?... Também isto é um vício, e um vício terrível porque ninguém como
tal o considera, e, portanto, é confessável, não é uma vergonha, é uma
profissão... uma profissão... uma profissão que absorve toda a atividade...
toda a energia... todas as forças..."
[Trecho de Mambembe, de Artur Azevedo]
Mambembe - Chico Buarque e Roberta Sá
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Summa cum laude
45 verdades e um p.s. sobre mim. Por enquanto. Tem muito mais de onde isso veio.
1- Sou apaixonada pela lua cheia;
2- Esqueço o nome das pessoas;
3- Sou excelente fisionomista e reconheço as pessoas pelo cheiro;
4- Quando não consigo dormir, pego algum livro de filosofia para ler. Acabo aprendendo por osmose;
5- Tenho cara de brava. Fato.;
6- Tenho mania de contar quantos degraus tem a escada que subo ou desço;
7- Tive medo durante a primeira semana em que morei sozinha e passei cinco noites sem dormir direito;
8- Já acreditei que pudesse enlouquecer;
9- Por causa da número 8 é que tentei me matar. Duas vezes. Esse ano;
10- Componho um monte de músicas, gravo e gosto, mas tenho vergonha de mostrar para as pessoas;
11- Adoro semiótica;
12- Tenho uma porção de quadros que eu mesma pintei e já recebi pedidos de venda, mas não gosto de vendê-los porque são muito pessoais;
13- Sei trocar resistência de chuveiro quando queima;
14- Disse "eu te amo" para duas pessoas. A primeira casou comigo. A segunda me respondeu com silêncio e um pé na bunda;
15- Sempre penso que poderia viver em um mundo melhor, depois me pergunto o que seria um possível mundo melhor;
16- Preciso de 8 garrafas de cerveja para ficar de pernas bambas;
17- Choro sempre que vejo o mar;
18- De todas as coisas que fiz, me arrependo de uma somente;
19- Não sei o que é ser mulher;
20- Sou saudosista;
21- Detesto piadas feitas por mulheres;
22- Leio Carlos Drummond de Andrade;
23- Não posso reprimir risada porque depois fico rindo sem parar;
24- Todos os dias me lamento por não andar sempre com uma câmera fotográfica;
25- Quando descobri o significado de Ataraxia tentei me submeter a essa filosofia. Me frustrei em menos de uma semana;
26- Contei mentiras insignificantes para fazer uma pessoa mais tranquila. Quando disse a única verdade perturbadora, fiquei sozinha;
27- Ainda subo em árvore para pegar jabuticaba e solto pipa em domingos de sol durante as férias de julho;
28- Gosto de tomar sorvete de morango debaixo de chuva porque escorre pelo rosto;
29- Tenho mania de ficar descalça quando piso em terra e areia;
30- Já dancei nua para a lua de frente pro mar;
31- Ando muito bem de salto, falo português corretamente, mas sou absurdamente atrapalhada;
32- Jogo RPG;
33- Cozinho muito bem para os outros, mas quase sempre almoço miojo;
34- Gostam do meu cabelo, do meu corpo, do meu rosto, da minha voz, da minha 'inteligência', mas me acho esquisita, chata, intrometida e monótona;
35- Como bisnaguinha com requeijão, pão de queijo e brownie começando sempre pela casquinha para depois chegar no meio;
36- Quando era criança falava cauauão (macarrão), bimbinha (abobrinha) e palmiula
(palmilha);
37- Me acham com cara de mais velha. Já usei isso para comprar uma garrafa de vinho aos 12 anos;
38- Detesto idade em número par;
39- Já vomitei depois de ir na torre do Hopi Hari, já escalei paredões e já caí em uma cachoeira sem saber nadar;
40- Fui a dois enterros na minha vida: um de uma tia distante quando eu não tinha idade o suficiente para entender tudo o que envolve a ocorrência de um falecimento. Chorei terrivelmente por alguns dias. O outro foi da minha bisavó, quando eu tinha idade o suficiente para entender e sofrer pela morte de alguém querido, ou pelo menos tão querido quanto era ela. Não chorei nem senti dor. Considerei-a uma pessoa sortuda;
41- Diria sim mais de uma vez para a mesma pessoa se fosse essa a minha vontade;
42- Não paro de escrever quando começo;
43- Descasco maçã com os dentes, laranja com faca de pão e abro coco com faca e martelinho de carne;
44- Quando era criança contava no esconde-esconde: vinte e nove, trinta, T1, T2, T3, T4...;
45- De vez em quando como "palhacitos" no café-da-manhã e passo o dia falando bobagens.
p.s.: Amo que amo beijo roubado, chocolate meio-amargo, dormir durante a tarde quando chove, meu gato, olhar pela janela, tomar banho ouvindo música, pastel de feira com caldo de cana com limão no domingo, suco de jabuticaba e músicas que quase ninguém escuta.
1- Sou apaixonada pela lua cheia;
2- Esqueço o nome das pessoas;
3- Sou excelente fisionomista e reconheço as pessoas pelo cheiro;
4- Quando não consigo dormir, pego algum livro de filosofia para ler. Acabo aprendendo por osmose;
5- Tenho cara de brava. Fato.;
6- Tenho mania de contar quantos degraus tem a escada que subo ou desço;
7- Tive medo durante a primeira semana em que morei sozinha e passei cinco noites sem dormir direito;
8- Já acreditei que pudesse enlouquecer;
9- Por causa da número 8 é que tentei me matar. Duas vezes. Esse ano;
10- Componho um monte de músicas, gravo e gosto, mas tenho vergonha de mostrar para as pessoas;
11- Adoro semiótica;
12- Tenho uma porção de quadros que eu mesma pintei e já recebi pedidos de venda, mas não gosto de vendê-los porque são muito pessoais;
13- Sei trocar resistência de chuveiro quando queima;
14- Disse "eu te amo" para duas pessoas. A primeira casou comigo. A segunda me respondeu com silêncio e um pé na bunda;
15- Sempre penso que poderia viver em um mundo melhor, depois me pergunto o que seria um possível mundo melhor;
16- Preciso de 8 garrafas de cerveja para ficar de pernas bambas;
17- Choro sempre que vejo o mar;
18- De todas as coisas que fiz, me arrependo de uma somente;
19- Não sei o que é ser mulher;
20- Sou saudosista;
21- Detesto piadas feitas por mulheres;
22- Leio Carlos Drummond de Andrade;
23- Não posso reprimir risada porque depois fico rindo sem parar;
24- Todos os dias me lamento por não andar sempre com uma câmera fotográfica;
25- Quando descobri o significado de Ataraxia tentei me submeter a essa filosofia. Me frustrei em menos de uma semana;
26- Contei mentiras insignificantes para fazer uma pessoa mais tranquila. Quando disse a única verdade perturbadora, fiquei sozinha;
27- Ainda subo em árvore para pegar jabuticaba e solto pipa em domingos de sol durante as férias de julho;
28- Gosto de tomar sorvete de morango debaixo de chuva porque escorre pelo rosto;
29- Tenho mania de ficar descalça quando piso em terra e areia;
30- Já dancei nua para a lua de frente pro mar;
31- Ando muito bem de salto, falo português corretamente, mas sou absurdamente atrapalhada;
32- Jogo RPG;
33- Cozinho muito bem para os outros, mas quase sempre almoço miojo;
34- Gostam do meu cabelo, do meu corpo, do meu rosto, da minha voz, da minha 'inteligência', mas me acho esquisita, chata, intrometida e monótona;
35- Como bisnaguinha com requeijão, pão de queijo e brownie começando sempre pela casquinha para depois chegar no meio;
36- Quando era criança falava cauauão (macarrão), bimbinha (abobrinha) e palmiula
(palmilha);
37- Me acham com cara de mais velha. Já usei isso para comprar uma garrafa de vinho aos 12 anos;
38- Detesto idade em número par;
39- Já vomitei depois de ir na torre do Hopi Hari, já escalei paredões e já caí em uma cachoeira sem saber nadar;
40- Fui a dois enterros na minha vida: um de uma tia distante quando eu não tinha idade o suficiente para entender tudo o que envolve a ocorrência de um falecimento. Chorei terrivelmente por alguns dias. O outro foi da minha bisavó, quando eu tinha idade o suficiente para entender e sofrer pela morte de alguém querido, ou pelo menos tão querido quanto era ela. Não chorei nem senti dor. Considerei-a uma pessoa sortuda;
41- Diria sim mais de uma vez para a mesma pessoa se fosse essa a minha vontade;
42- Não paro de escrever quando começo;
43- Descasco maçã com os dentes, laranja com faca de pão e abro coco com faca e martelinho de carne;
44- Quando era criança contava no esconde-esconde: vinte e nove, trinta, T1, T2, T3, T4...;
45- De vez em quando como "palhacitos" no café-da-manhã e passo o dia falando bobagens.
p.s.: Amo que amo beijo roubado, chocolate meio-amargo, dormir durante a tarde quando chove, meu gato, olhar pela janela, tomar banho ouvindo música, pastel de feira com caldo de cana com limão no domingo, suco de jabuticaba e músicas que quase ninguém escuta.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Para Rafael (do blog) e Rita ("A mais forte")
De formas diferentes essa música me lembra vocês.
Don't go away - Thiago Pethit
Não se vá- Thiago Pethit
Que dia, viu!
Azar pouco é bobagem, não acham?
Pensem em uma garota.
Essa garota saiu de casa antes das 8h, o que significa que ela acordou cedo.
Muito bem.
Todas as vezes em que ela acorda cedo fica com um ligeiro mau humor.
O.k. tudo normal até aí.
Ela acordou, se arrastou pra fora do edredom, entrou no banheiro já ligando o chuveiro e tomou um banho. Não lavou os cabelos para não ter que secá-los. Praticidade.
Saiu do banho ainda andando torto por causa do sono. Molhou metade do chão do apartamento e soltou um palavrão quando o gato, todo fofinho e carinhoso roçou por entre seus tornozelos e deixou um ligeiro rastro de pelos felinos na pele que ainda estava molhada.
Colocou ração no pote de comida e voltou para o chuveiro para tirar os pelos grudados nas pernas.
Ligou o rádio e se animou um pouco.
Abriu a gaveta de calcinhas e escolheu por cor, que era tudo o que podia enxergar.
Vestiu a calcinha e pegou o pote de creme. Passou creme no corpo todo e colocou um sutiã que aparentemente era da mesma cor da calcinha.
Abriu o armário e teve um pequeno momento depressivo. Pegou um vestido preto de florzinhas, com alças fininhas, comprimento um pouco acima dos joelhos e tecido soltinho. Vestiu-se, calçou um chinelinho, colocou brincos pequenos e enrolou um colar no pescoço. Soltou os cabelos e passou os dedos para desfazer alguns nós.
Abriu a geladeira e sentiu vontade de tomar água de coco. Não tinha. Tomou suco de jabuticaba.
Passou desodorante e perfume. Pegou uma bolsa de pano e um fichário.
Abriu a janela e colocou a cabeça para fora. Fechou a janela e pegou uma jaqueta. Desligou o rádio.
Destrancou a porta , saiu, trancou a porta e chamou o elevador.
Fez suas tarefas normais da manhã.
Por volta da hora do almoço voltou para casa. No meio do caminho havia o quê? Um vendedor de água de coco! Ai, que lindo!
Parou porque ainda queria água de coco. Mas o cara vendia aqueles em que você toma a água no próprio coco, sabe!? Claro que ela ia comprar assim mesmo, porque nunca, nunca, nunquinha ela pensaria em entrar num shopping ou qualquer outra coisa e comprar uma garrafinha de água de coco...
Enfim. O que aconteceu enquanto ela pedia o coco?
Passou um ônibus. Um ônibus não. O ônibus! O fato de ter um horário a cumprir fez com que ela pegasse o coco das mãos do vendedor, dissesse "precisa abrir não! brigada", desse o dinheiro para ele e saísse correndo para pegar o ônibus.
Pois bem. Ela foi em pé, segurando a bolsa no ombro, o fichário em uma das mãos, a jaqueta no braço e um coco na outra mão.
Tranquilo... sem problemas.
Chega em casa, onde está a chave? Onde? Cadê? Aaaaaaaahhhhhh, dãh! Óbvio, né que ela ia fazer de novo. Desde que se mudou e passou a morar sozinha, é mestra em esquecer a chave na fechadura da porta de casa...
Interfonou para o vizinho porque sabe os horários dele e ele estava em casa almoçando. Depois de alguns segundos de piada via interfone, ele abriu a porta do prédio e ela entrou. O elevador estava em manutenção. Praguejou e amaldiçoou o dia em que resolveu se mudar do 5° para o 7° andar e foi de escada.
Abriu a porta que já estava com a chave na fechadura e entrou.
Colocou o coco na pia e largou as coisas em cima da cama. Tirou os chinelos, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo, tirou os brincos e lavou as mãos.
Vasculhou a geladeira e achou um pouco de homus que havia feito há uns dois dias e pão sírio que sempre compra.
Colocou tudo em cima da pia e viu o coco. Pegou uma faca grande e... e... e... viu que era a coisa mais difícil do planeta!
Resumo: meia hora depois o coco foi aberto e ela tinha apenas quinze minutos para comer, beber, arrumar superficialmente o apartamento e esperar seu aluno chegar.
Agora digam: azar pouco é ou não é bobagem!?
Pensem em uma garota.
Essa garota saiu de casa antes das 8h, o que significa que ela acordou cedo.
Muito bem.
Todas as vezes em que ela acorda cedo fica com um ligeiro mau humor.
O.k. tudo normal até aí.
Ela acordou, se arrastou pra fora do edredom, entrou no banheiro já ligando o chuveiro e tomou um banho. Não lavou os cabelos para não ter que secá-los. Praticidade.
Saiu do banho ainda andando torto por causa do sono. Molhou metade do chão do apartamento e soltou um palavrão quando o gato, todo fofinho e carinhoso roçou por entre seus tornozelos e deixou um ligeiro rastro de pelos felinos na pele que ainda estava molhada.
Colocou ração no pote de comida e voltou para o chuveiro para tirar os pelos grudados nas pernas.
Ligou o rádio e se animou um pouco.
Abriu a gaveta de calcinhas e escolheu por cor, que era tudo o que podia enxergar.
Vestiu a calcinha e pegou o pote de creme. Passou creme no corpo todo e colocou um sutiã que aparentemente era da mesma cor da calcinha.
Abriu o armário e teve um pequeno momento depressivo. Pegou um vestido preto de florzinhas, com alças fininhas, comprimento um pouco acima dos joelhos e tecido soltinho. Vestiu-se, calçou um chinelinho, colocou brincos pequenos e enrolou um colar no pescoço. Soltou os cabelos e passou os dedos para desfazer alguns nós.
Abriu a geladeira e sentiu vontade de tomar água de coco. Não tinha. Tomou suco de jabuticaba.
Passou desodorante e perfume. Pegou uma bolsa de pano e um fichário.
Abriu a janela e colocou a cabeça para fora. Fechou a janela e pegou uma jaqueta. Desligou o rádio.
Destrancou a porta , saiu, trancou a porta e chamou o elevador.
Fez suas tarefas normais da manhã.
Por volta da hora do almoço voltou para casa. No meio do caminho havia o quê? Um vendedor de água de coco! Ai, que lindo!
Parou porque ainda queria água de coco. Mas o cara vendia aqueles em que você toma a água no próprio coco, sabe!? Claro que ela ia comprar assim mesmo, porque nunca, nunca, nunquinha ela pensaria em entrar num shopping ou qualquer outra coisa e comprar uma garrafinha de água de coco...
Enfim. O que aconteceu enquanto ela pedia o coco?
Passou um ônibus. Um ônibus não. O ônibus! O fato de ter um horário a cumprir fez com que ela pegasse o coco das mãos do vendedor, dissesse "precisa abrir não! brigada", desse o dinheiro para ele e saísse correndo para pegar o ônibus.
Pois bem. Ela foi em pé, segurando a bolsa no ombro, o fichário em uma das mãos, a jaqueta no braço e um coco na outra mão.
Tranquilo... sem problemas.
Chega em casa, onde está a chave? Onde? Cadê? Aaaaaaaahhhhhh, dãh! Óbvio, né que ela ia fazer de novo. Desde que se mudou e passou a morar sozinha, é mestra em esquecer a chave na fechadura da porta de casa...
Interfonou para o vizinho porque sabe os horários dele e ele estava em casa almoçando. Depois de alguns segundos de piada via interfone, ele abriu a porta do prédio e ela entrou. O elevador estava em manutenção. Praguejou e amaldiçoou o dia em que resolveu se mudar do 5° para o 7° andar e foi de escada.
Abriu a porta que já estava com a chave na fechadura e entrou.
Colocou o coco na pia e largou as coisas em cima da cama. Tirou os chinelos, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo, tirou os brincos e lavou as mãos.
Vasculhou a geladeira e achou um pouco de homus que havia feito há uns dois dias e pão sírio que sempre compra.
Colocou tudo em cima da pia e viu o coco. Pegou uma faca grande e... e... e... viu que era a coisa mais difícil do planeta!
Resumo: meia hora depois o coco foi aberto e ela tinha apenas quinze minutos para comer, beber, arrumar superficialmente o apartamento e esperar seu aluno chegar.
Agora digam: azar pouco é ou não é bobagem!?
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Qualquer coisa de saudade
Aqui no peito tem qualquer coisa de saudade. Carta sem endereço. Sentimento que trocou de destinatário, mas não escreveu o novo cep...
Tem qualquer coisa de vontade, de desejo, de recusa.
Uma fome calma e lenta que devora as beiradas do amor. É, amor. Eu disse amor sim ou você acha que não era amor?
Tem aqui qualquer coisa de saudade. Pedaços de abraços que eu consegui juntar e emoldurei pra nunca esquecer. Primeiro abraço. Abraço de alívio. Abraço de dor. Abraço de felicidade, de carinho, de despedida...
Todos esses fragmentos em uma moldura gigante. Gigante e fria.
Qualquer coisa de saudade tem aqui. No peito, no colo, nos olhos, no sorriso ralo domingo de manhã, que era quando sempre ganhava abraços e beijos. Sol batendo nas costas, colorindo e marcando a pele.
Marcando... marcou. Marcou feito ferro em brasa que queima profundo e deixa relevo. Relevo do teu perfume, do teu sabor de cigarro, do teu gosto, tuas músicas, teus filmes, livros e riso... Riso silencioso só de olhos.
Olhos que calavam o brilho da lua e a única estrela que conseguíamos ver através da janela. Olhos que diziam em silêncio absoluto toda a felicidade, toda dor ou todo luto.
Olhos que hoje deixam qualquer coisa de saudade aqui no peito, no jeito, na alma, nos cabelos e na minha vida.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Mais final de semana.
Eu ia colocar aqui alguma composição do Villa-Lobos, mas acabei encontrando esse vídeo (que na verdade chamou minha atenção pelo desenho, não pela música) e vou colocá-lo porque hoje me lembrei do Mário (que Mário? kkkk) Alves que eu conheci nesse sábado. Ele toca sax barítono em um quarteto de sax. Fiquei simplesmente apaixonada pela execução das músicas e pelas propostas apresentadas pelo conjunto.
Talvez eu coloque mais fotos deles aqui, mas por enquanto fica só o vídeo e uma foto do Mário, que espero encontrar em breve, numa cerveja ou num RPG rs. ^^
Mário Alves, Sax Barítono do quarteto.
Talvez eu coloque mais fotos deles aqui, mas por enquanto fica só o vídeo e uma foto do Mário, que espero encontrar em breve, numa cerveja ou num RPG rs. ^^
Mário Alves, Sax Barítono do quarteto.
domingo, 14 de agosto de 2011
Por onde andei...♪♫
Incomparável sensação a dos pés tocando areia molhada, a terra nutrida pelas folhas e as flores se misturando aos cabelos que cheiram como o mar.
Inigualável brisa por entre os dedos e deliciosas lambidas das ondas.
Indelével marca do amor por tudo, da memória de tudo, da paixão em tudo...
Indestrutível tristeza pelo entardecer...
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