segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Para Rodrigo Mendonça

Escrevi uma dezena de textos e não consegui postar nenhum porque não encontrei nada nem ao menos digno para descrever isso.

A culpa é do seu par de óculos, do seu arroz queimado, das duas argolinhas na orelha esquerda que enroscam na minha língua, do seu cabelo que cai na pia, da sua cara decifrável, da sua filosofia apressadamente inspirada, dos seus olhos de encanto, do seu gaiteado, seu ombro aconchegante, suas histórias lindas, sua coca diet, seu apê para voyeurs, sua preguiça de manhã, seus chocolates, suas cervejas, seus dez anos a mais... tudo. Mas é principalmente a forma como ficamos quando estamos juntos, as cores que vejo em seus olhos castanhos, suas lágrimas que escorrem incontroláveis de felicidade, a beleza do seu cansaço no meu corpo e todos os rodopios que meu coração dá quando você sorri.

É o todo que somos quando juntamos nossos 50/50. É toda a história que não tem a menor importância porque o que vale agora é o hoje e um possível amanhã.

Amo-te. Em tudo o que posso e tudo o que és.

Com carinho,

a Helena que é cada vez menos Helena por sua causa. Prefiro ser Rosa assumida do que Camélia desencontrada. Obrigada.

Um comentário:

  1. A minha culpa por existir e a sua culpa por ser; nossos corações bailando (ou batendo como asas de beija-flor), meu desespero e seu medo (mas tão pacientes um com o outro); sua poesia proseada e minha prosa poética; e é o nosso hoje que está querendo ser sempre (e mais ou menos já é, mais para mais do que para menos), é 50 e 50 que dá muito mais que 100 (um amor péssimo em matemática, mas com vocação para artes), é minhas estórias que vou amarrando e tecendo e quando eu vi eu que estava amarrado em você (como pode?), é o seu querer ir embora e o meu te dar a opção de ficar. E é esse bater louco de coração na garganta ao pensar em você e saber uqe você pensa em mim. Amo-te de volta, sem mais nem menos, sem ponto, sem condição, sem volta, sem noção. Amo-te.

    ResponderExcluir