quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Permita-me

Permita-me dizer-te que por vezes sou só;
Permita-me um dia olhar-te e revelar-me;
Permita-me pintar minhas cores por onde quer que passes;
Permita-me confessar-te que por vezes desperto-me e perco o sono;
Permita-me dizer-lhe que há pouco, ou há muito, não sei, minhas mãos são as suas;
Permita-me tocar-me como se fosse a ti;
Permita-me sussurrar-te que é sua a culpa por meus sonhos molhados;
Permita-me tomar de volta os beijos que me roubas;
Permita-me confundir minhas pernas com as tuas;
Permita-me ser só em par;
Permita-me contar-lhe minhas banalidades ao pé do ouvido;
Permita-me uma noite perder o controle e me afogar em ti;
Permita-me rir de seus pensamentos;
Permita-me saber como é teu riso;
Permita-me ver-te de minha janela;
Permita-me ver-te em minha janela;
Permita-me ser e estar;
Permita-me cessar essa febre;
Permita-me ofegar em falsete sob teu corpo;
Permita-me dizer boa noite para as luzes;
Permita-me pentear os cabelos que desgrenhastes para que tudo recomece;
Permita-me dizer-te que permito.

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