segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nada a declarar

Esse post é, de longe, o mais indignado que já escrevi por aqui. Corro de certas discussões porque não acredito na hipocrisia, mas dessa vez é inevitável.


Meu luto vai por uma amiga. Grande amiga mesmo, quase metade de mim. Soul Sister. Daquelas pessoas que logo que você conhece já descobre que o Cosmos separou a alma em duas partes antes de enfiá-las em corpos diferentes que nunca, jamais poderiam ficar longe um do outro.


Em geral, passo meus finais de semana um pouco afastada da internet e toda essa pressão que a rápida comunicação traz e hoje, ao abrir meu perfil em uma rede social, me deparei com uma sujeira sem tamanho. Uma verdadeira nojeira.


Há alguns meses, essa grande pessoa se foi. Não queiram saber para onde. Apenas se foi. Por uma causa que não classifico pois odeio fazer julgamentos pesados como nesse caso. 


Minha amiga optou por suas realizações profissionais antes das pessoais e isso lhe custou a vida.


O que vi hoje foi um sinal absoluto de hipocrisia, falta de amor e de senso por parte de pessoas que não sabem o que falam. Que não pensam. Não refletem. São apenas reflexo de uma sociedade impura e cretina. Todos canalhas, calhordas e antropófagos que se alimentam da desgraça alheia para que um pouco de assunto surja. Emporcalham com suas palavras aquilo que não pode ser defendido. 


Esses irracionais só sabem falar de coisas que entendem superficialmente. Que concordam e/ou discordam enquanto isso é benefício próprio porque, quando atinge pessoas próximas ou eles mesmos, sua opinião modifica-se de forma tão radical que eles se calam.


Minha amiga calou-se para sempre. E tenho também uma metade calada. Para sempre. Mas a outra metade que ela não conseguiu levar apesar de ter ficado esburacada ainda consegue falar. É por isso que hoje pesei na mão e na dor aqui dentro desse espaço. Porque estou indignada.


Me dói enquanto amiga, enquanto mulher e enquanto ser vivente e pensante.


A única coisa que me resta falar para vocês, tolos imundos, filhos da mais triste sorte é:


ELA TAMBÉM TINHA SONHOS, PORRA!


Espero que os vermes mastiguem seus corpos nojentos antes mesmo que vocês toquem a terra e a deixem contaminada.




                                      Ana - Maná                                 




Todo mundo deveria ler Marcelino Freire algum dia, talvez a literatura os fizesse pensar. Ou não, infelizmente...

Nenhum comentário:

Postar um comentário